CLUBE FILATÉLICO MAÇÔNICO DO DISTRITO FEDERAL
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fundada em 16 de fevereiro de 2004
 

 

 

ARTIGOS   E   DICAS  DE  FILATELIA

 

 


 

 

 

 
 

Os vários tipos de coleção

 

Ana Lúcia Loureiro Sampaio

 www.pennyblack.com.br

 A única dificuldade que existe na Filatelia é estabelecer uma unidade de trabalho. Isto é: tomar uma decisão a respeito do tipo de coleção que se pretende fazer. Selos agrupados sem qualquer critério não podem ser chamados de coleção; são juntações dispersivas, sem qualquer objetivo, beleza ou originalidade.

 

Optar por uma unidade de trabalho é um assunto delicado, pois ela irá ganhar corpo e alma, de acordo com as afinidades de espírito de seu criador. Exige reflexão profunda e sem influência de terceiros, sobre gostos, aptidões, conhecimento e tendências da personalidade. Para que a Filatelia seja realmente uma forma de realização pessoal e fonte de prazer.

 

São vários os tipos de coleções que se podem fazer, adaptando-os aos gostos, identificação e poder aquisitivo do colecionador. Uma coleção é qualificada pela sua ordem, limpeza e harmonia entre os seus elementos e, mais ainda, pela sua originalidade. Não importa se os selos são caros ou baratos, ou se é formada com peças raras ou material comum. Importa apenas que haja um elo entre os selos nela contidos, mantendo a continuidade da unidade de trabalho e um visual bonito.

 

O custo de uma coleção de selos deverá ser determinado pela quantia que se pode gastar com ela mensalmente. Tal custo será considerado como despesa e não como investimento. O dinheiro é gasto e não retorna em curto prazo a não ser em forma de satisfação pessoal, cultura e realização. O hobby é a finalidade e não o meio para atingir o fim. Jamais pensar em fazer uma coleção para vendê-la imediatamente com lucro. Investir em selos é algo muito diferente de colecionar selos. Em longo prazo, a coleção de selos pode ser considerada como uma poupança de rendimento moderado ou, pelo menos uma forma agradável de juntar algum dinheiro e ter ao mesmo tempo uma excelente forma de lazer constante e saudável. Bem melhor que outras ocupações, nas quais só se empata dinheiro e, depois, nada se recupera.

 

I - A COLEÇÃO CLÁSSICA OU TRADICIONAL

 

É a coleção que se faz de um ou mais países, organizando os selos pela ordem cronológica de emissão; para isso, é indispensável ter catálogo para classificar e arrumar os selos. Cada selo tem um número de catálogo e é por essa numeração existente no catálogo que a coleção deve ser arrumada, no álbum, ou classificador. Não há qualquer mistério. Esteticamente dizemos que a coleção fica melhor se for feita só com selos novos ou só com selos usados, mas é praticamente impossível ou caro demais encontrar a parte clássica toda nova, como também demais novos. Por clássicos entendemos os selos até 1920. O que não fica bem é misturar selos usados e novos em uma mesma série .é dificílimo encontrar os selos modernos usados. Assim, o comum é vermos as boas coleções com os clássicos usados e os

 

 

II - A COLEÇÃO REPRESENTATIVA UNIVERSAL

 

Esta é uma coleção muito livre, que dispensa o uso de catálogo, a organização baseia-se no Guia de Países. O objetivo é ter um pouco de selos de cada país e arrumá-los por ordem alfabética de países. Entretanto, não é só ter alguns selos e colocá-los no classificador. O certo é estudar um pouco sobre cada país, escolher os selos condizentes ao mesmo, isto é selos que sejam pertinentes a cultura do país em questão. Vamos dar como exemplos os selos do Brasil: vamos por um pouco da nossa fauna, da nossa flora, do nosso folclore, da nossa arte e alguns dos personagens mais importantes. As emissões brasileiras são bem regradas e versam apenas sobre o que é nosso. Há, porém, países árabes, asiáticos, africanos e mesmo americanos, que fazem selos sobre uma porção de coisas como: arte, exploração do espaço, transportes e personalidades, que não lhes são peculiares. Assim é preciso ter muito cuidado na escolha dos selos que serão utilizados na representação destes, restringindo-se mais a fauna, flora e folclore. Fica bonito se junto com os selos forem também colocadas as cédulas do dinheiro, bandeiras e mapas dos países. Este tipo de coleção é muito educativo e é bem próprio para as pessoas que gostam de história e geografia.

 

 

III - COLEÇÕES DOS GIROS DE SÉRIES

 

A cada ano surge algo que uma grande parte dos países comemora com uma emissão de selos. Um exemplo bem marcante foi a grande emissão de selos surgida logo após a morte de Lady Diana, ou então, como durante o ano de 1999 começaram a sair as séries sobre o milênio. Há sempre um aniversário, um ano internacional, um evento para dar ensejo às emissões dos quatro cantos do mundo. São sempre selos muito bonitos que podem ser arrumados por ordem alfabética de países, dispensando o uso de catálogo. É só ir acompanhando o lançamento das novidades.

 

 

IV - COLEÇÃO DAS SÉRIES QUE EU GOSTO

 

Este é o tipo de coleção mais livre que existe. Exige apenas que as séries sejam completas, sejam elas novas ou usadas. Não obedece a lei nenhuma a não ser a do próprio gosto. Devem, entretanto, estar arrumadas por ordem alfabética de países. Se alguém chegar e perguntar: mas que coleção é esta? O filatelista responderá: das séries que eu gosto.

 

Por incrível que pareça, é uma opção excelente para gente indecisa que ainda não sabe direito o que irá colecionar. Depois, quando se decidir por fazer qualquer outro tipo de coleção, é sempre mais fácil se desfazer das séries completas do que de uma porção de selos isolados. Mas esta coleção pode ficar tão bonita ou até mais do que outras estudadas e elaboradas, por causa da variedade de países e assuntos.

 

V - COLEÇÃO TEMÁTICA

 

A coleção temática é aquela que se faz apenas sobre um único assunto. São muitos os temas que se pode escolher. Para alguns existem catálogos o que facilita muito. Existem catálogos atualizados de: Aves, Insetos e Borboletas, Répteis e Animais Pré-Históricos, Vida Marinha, Xadrez, Trens, Escotismo, Astronáutica, Cogumelos, Gatos, WWF (animais protegidos, aqueles selos de bichos que tem um emblema com um pandinha em um dos cantos) Mas outros, para os temas mais comuns, inclusive Disney, já estão prestes a sair.

 

Mas há temas que o próprio colecionador terá que vasculhar, com estudo e pesquisa. São os temas pouco comuns, versando sobre assuntos bem mais restritos como por exemplo: Computador, Mãos, Dentes, Papai-Noel, Psicanálise, Pinturas, Música, Trajes, Brasões, Literatura, etc. hoje em dia é possível fazer coleção temática sobre quase tudo que se queira fazer; é só ter criatividade e paciência para procurar os selos.

 

A organização e montagem de uma coleção temática irão depender muito do gosto de cada colecionador, ele próprio fará as suas regras.

 

VI - COLEÇÃO DE SELOS POR TIPO

 

Existem selos de vários tipos, mas os principais que alguns destacam dos demais para colecionar separadamente são: regulares, comemorativos, aéreos e blocos. Estas coleções geralmente são de caráter universal e não dispensam o uso de catálogos. São coleções grandes e dispendiosas, quando bem feitas. Significa colecionar um único tipo, ou só regulares, ou só comemorativos, ou só aéreos, ou só blocos. Geralmente, para facilitar, os colecionadores começam por blocos de países reunidos em um único volume de catálogo. Os selos são organizados por países, pela ordem de catálogo e dentro da ordem de países, são arrumados por número de catálogo.

 

Além dos tipos de coleções descritos a cima, muitos outros existem, no final de contas, cada pessoa acabará encontrando um tipo próprio com o qual se identificará melhor, poderá até inventar um tipo de coleção que ninguém ainda conheça. Uma amiga minha colecionava só selos verdes. Em Filatelia, como na Arte, tudo é possível se houver criatividade, empenho e coragem.

 

Mas qualquer que seja o tipo de coleção que se faça, é importante estabelecer desde o início, um critério rígido de escolha. Os selos, novos ou usados, deverão ser absolutamente perfeitos. O que é um selo perfeito? É um selo em que logo a primeira vista observamos a presença de todos os picotes uniformes com os cantos em ordem e bem definidos nas quinas. Também vemos a limpeza e boa aparência, logo a um primeiro olhar, mesmo que o selo seja bem antigo. Não deve ter vincos e esfolados e chegamos até a sentir uma certa vida no papel. O verso do selo também deverá estar limpo, uniforme e sem esfolados, sem ferrugem e riscos de caneta. Riscos de lápis são admissíveis, às vezes é um pequeno número ou o desenho da filigrana que alguém fez durante alguma classificação. Quando novos, os selos devem ter a goma perfeita. Marcas de charneiras, na goma de selos novos, porém antigos não é defeito, mas ferrugem é.

 

 Nos selos modernos não devemos admitir de modo algum, marcas de charneira ou falta de goma. Há selos novos que são muito antigos, destes, nem a goma podemos exigir para considerá-los perfeitos. Dificilmente vamos encontrar selos anteriores a 1900 com a goma original perfeita. Os selos usados devem ter carimbos leves, sem borrões, de preferência nos cantos, ou, então, carimbos bem definidos, onde aparecem os nomes de cidades e datas. Estes últimos, a meu ver são muito interessantes e enfeitam as coleções. São carimbos grandes, encobrem parte do selo, portanto cabem melhor nas coleções do tipo tradicional.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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